quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O Natal silencioso de 2016

Foi no primeiro Natal em que o nosso filho Pedro esteve doente e internado que o pai gostou muito deste artigo sobre a inconveniência do Natal. De facto, nos momentos de alguma tristeza e saudade, não apetece celebrações. Mas aqui está a grande diferença entre excitamento e festa, entre o que nos apetece e o que é um facto, entre as luzinhas e o essencial"Não temos que estar sempre bem e ter a vida toda moralmente ou regradamente direitinha para que Deus nos visite. Nem tudo na vida é bem sucedido e nós experimentamos os seus fracassos na pele. Sonhos que nunca se realizaram, dores causadas por tantas circunstâncias, sofrimento que causámos e que desejaríamos nunca o ter feito ou poder voltar atrás. Ou feridas que nos infligiram e que ainda ardem. Pedidos de desculpa que ainda não conseguimos verbalizar ou perdão que ainda não conseguimos conceder. Relações que eram para a vida e que, afinal, se desfizeram. Perdas que doem de saudade. E a nossa fragilidade e o nosso egoísmo que teimam tantas vezes em gritar mais alto do que o nosso desejo de bem."

Diz o mundo que 2016, foi um annus horribilis, marcado por muitas lições de amor, salvação e morte. Mas é o silêncio sofrido neste dia dos santos inocentes, que fala das razões que nos levam a celebrar também em 2016, como os cristãos na catedral em ruínas em Alepo. Porque o Natal pode-se viver consumido ou comovido. No silêncio, "que lição nos dás por não responderes?Celebramos o Natal em 2016 comovidos, porque no silêncio, a resposta nasceu. 


'Quando se elimina o sobrenatural, a única coisa que resta é o antinatural'

G.K.Chesterton 
in  O sobrenatural é natural



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