Testemunho ou militância?

POVO 20.12.16

“Recolocamos à frente de tudo a pertinência da fé às exigências da vida. Prefiro o testemunho à militância”

Julian Carrón

Ontem foi o calendário do pai a lembrar-me: celebrei 35 anos de baptismo! Hoje, apesar de também estar no calendário do pai, lembrei-me que faz 7 anos de baptismo o nosso filho Francisco. Foi com comoção que me apercebi que pude celebrar este ano, renovando recentemente a minha profissão de fé no baptismo de uma filha de amigos nossos.

19 de Dezembro de 1981


Este cuidado do pai em guardar estas datas mostra bem a importância que dava ao baptismo, como disse o Papa Francisco no ano da fé: "a data do baptismo é a data do nosso nascimento para a Igreja, na qual a mãe Igreja nos deu à luz"


Perante as notícias que chegam de Ancara e de Berlim, e perante as prioridades dos nossos governantes que atentam contra o valor da vida e a educação das nossas crianças, somos, mais uma vez provocados pela pergunta do Papa: "Somos reconhecidos à Igreja porque nos gerou? Que relação tenho eu hoje com a Igreja? Sinto-a como mãe? É uma relação formal ou vital? (...) "Não se pertence à Igreja como a uma sociedade ou a um partido". 

Diz o Papa Bento XVI: "Junto do Jordão, Jesus manifesta-se com uma extraordinária humildade, que recorda a pobreza e a simplicidade do Menino colocado na manjedoura". "É o Baptismo que ilumina com a luz de Cristo, que abre os olhos ao seu esplendor e introduz no mistério de Deus através da luz divina da fé. Sob esta luz deverão caminhar por toda a vida as crianças (...) ajudadas pelas palavras e pelo exemplo dos pais, dos padrinhos e das madrinhas. Eles deverão comprometer-se a alimentar com as palavras e com o testemunho da sua vida as chamas da fé das crianças, para que possa resplandecer neste mundo, que com frequência anda errante nas trevas da dúvida, e levar a luz do Evangelho que é vida e esperança."

Perante as notícias, esperamos! 
Boa semana para todos.
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