Seremos boas testemunhas?

Ontem falou-se da necessidade dos educadores serem, antes de mais, testemunhas.  Seremos boas testemunhas? É a questão que imediatamente a seguir se coloca. Este ideal, moralisticamente transformado em obrigação pode ser paralisante. D. Manuel Clemente sossega-nos, descendo à terra connosco e usando o exemplo dos pastores que, no presépio de Belém, adoraram o Menino:
Daqueles pastores nada mais sabemos, nem se foram sempre coerentes com o anúncio que faziam. O mesmo se diga das muitíssimas gerações de crentes que o mediaram até chegar a nós. Uns sim, outros menos e outros, infelizmente, muito pelo contrário… Vale o mesmo anúncio, como indispensável é quem o transporte e a liberdade para o fazer não é difícil apurar que as próprias contrafacções do anúncio - que devia ser sempre tão libertador como o foi naqueles primeiros dias - foram rejeitadas e superadas, antes de mais, por quantos se têm felizmente somado como verdadeiras testemunhas do Evangelho de Cristo, para a libertação do mundo.

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