2 de Janeiro de 2012

Desde há muitos anos, no primeiro dia em que tenho necessidade de escrever a data, geralmente a 2 de janeiro, tenho uma hesitação e nos dias seguintes engano-me com frequência (enganava, porque como já pouco escrevo com caneta e papel, o processador de texto antecipa-se e acerta na data). 
Esta hesitação serviu sempre como uma provocação a tomar consciência da inexorabilidade da passagem do tempo que, por sua vez, pede um exame do passado e propósitos de futuro. 
É claro que o tempo passa todos os segundos, mas nós precisamos de marcos na estrada que nos despertem para a realidade. 
Este impulso para uma avaliação pessoal do tempo, decorre de sermos “… filho(s) de um Deus que entrou no tempo para resgatar o tempo da falta de sentido ou da negatividade, e que resgatou toda a humanidade, dando-lhe, como nova perspectiva de vida, o amor que é eterno”, como nos diz o papa no Te Deum de fim de ano.  
É desta perspectiva de amor eterno que fala Henrique Raposo no artigo que segue abaixo. 
Neste início de 2012 esperemos que o ano seja bom, mas sobretudo, esforcemo-nos por sermos melhores, nós próprios

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