Pensar pela própria cabeça!

É cada vez mais necessário, mas cada vez mais difícil.
Porém, é essa a marca do Povo.
O Povo (mailing list), como designação, nasce de uma chamada de atenção do Padre João Seabra para um apelo do Papa Pio XII na sua rádio-mensagem de Natal (uma das primeiras mensagens que usou os novos meios de comunicação) em plena 2.ª guerra mundial (1944) – intitulada aliás, O sexto Natal de guerra - . Nessa mensagem, Pio XII distinguia os conceitos de massa (multidão) e povo, afirmando que o “povo se opõe à massa, na medida em que vive da liberdade e da consciência de cada um”.    Ainda não consegui traduzir esta mensagem mas tenho a intuição que ganharíamos muito em lê-la e meditá-la na íntegra.
Desde que o Povo existe como blogue que adere a esta sábia definição e que a usa como lema e base editorial.
Vem isto a propósito do modo como o mundo nos é apresentado pelos jornais e pelos outros meios de comunicação social.
Dou exemplos de três temas e de visões contra-corrente que nos ajudam a formar a “consciência de cada um” – Esta é uma exigência pessoal grave, isto é, que devemos levar a sério! Mas ao mesmo tempo é livre e voluntária....
Maçonaria:
Antes de dizermos o que nos parece, parece-me melhor percebermos o que é e porque razão historicamente se desenvolveu contra a Igreja Católica.
Um espelho Pedro Lomba
Católico e maçon Entrevista a Dom Dominique Rey, bispo de Fréjus-Toulon (2011)
Inconciabilidade entre fé cristã e maçonaria L’ Osservatore Romano (1985)
Declaração sobre a Maçonaria Congregação para a Doutrina da Fé 1983

Barrigas de aluguer
A possibilidade que é proporcionada aos casais com dificuldades em ter filhos pelas propostas de legislação -  em discussão nos próximos dias – parece uma coisa boa e caridosa. Mas ao mesmo tempo, agride o que é mais sagrado no ser humano que nasce para este mundo.
O juiz Pedro Vaz Patto e a jornalista (e mãe) Raquel Abecasis mostram-nos porque é que as propostas de lei em discussão, são más, embora com aparência de bem.
A árvore do discernimento do Bem e do Mal
Cada um de nós é munido, quando nasce, de um conjunto de evidências e de exigências originais que, levadas com seriedade, nos ajudam a conhecer e distinguir o mal do bem. Porém, se nos deixarmos levar pelos nosso instintos, mesmos por aquela vontade de harmonia universal que só parece conduzir ao bem, com frequência caímos na armadilha moralista do mal. Este artigo – que também pode ser lido aqui abaixo  - e que saiu hoje no Diário de Notícias questiona se uma boa acção é boa porque é em si mesmo boa, ou se, só é boa se as consequências involuntárias, por mais longínquas que sejam, sejam igualmente boas

Beato Nicolau Steno
Finalmente, chamaram-me hoje a atenção para o aniversário de nascimento, há 374 anos do Beato Nicolau Steno (11 Jan 1638 – 5 Dez 1686).
Que é que isto tem a ver com o assunto de hoje: “Pensar pela própria cabeça”?
É que Nicolau Steno, tendo nascido de uma família luterana, foi um bispo católico e cientista dinamarquês, pioneiro em anatomia e geologia. Com 20 anos, Steno decidiu não se limitar a aceitar como verdadeira uma afirmação apenas porque a tinha lido escrita num livro.
Apoiando-se na sua própria observação e investigação lançou os princípios do método científico. É considerado um dos fundadores da estratigrafia moderna e, com James Hutton, o fundador da geologia moderna. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 1988.

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