Domingo da Epifania do Senhor

·         Festeja-se hoje a manifestação do Senhor o que nos deve encher de alegria. Não é só nossa a inquietação com a falta de Deus; na sua homilia de dia de reis o Papa lembrou-nos que também Deus anda à nossa procura e não sossega enquanto não nos tiver encontrado:
“O nosso coração vive inquieto por Deus, e não pode ser doutro modo, embora hoje se procure, com «narcóticos» muito eficazes, libertar o homem desta inquietação. Mas não somos só nós, seres humanos, que vivemos inquietos relativamente a Deus. Também o coração de Deus vive inquieto relativamente ao homem. Deus espera-nos. Anda à nossa procura.
Também Ele não descansa enquanto não nos tiver encontrado. (ler a homilia integral aqui)
·         Com alguma nostalgia, hoje assinala-se também o fim do tempo de Natal. O Natal não é quando um homem quiser e esta é uma das evidências: desmancham-se os presépios e a árvore de natal, guardam-se as decorações e as figuras, recolhe-se e arruma-se o estandarte de Natal. Começa o tempo comum, o quotidiano. Se o Natal nos muda, como aconteceu aos reis magos que “regressaram por outro caminho”, o quotidiano leva a marca da mudança e, portanto, do Natal. Isto significa que Deus nos encontra porque veio ao nosso encontro e faz-se nosso companheiro de caminho na normalidade simples da vida quotidiana.
·         Terminado o tempo de festa, que até o mundo não cristão vive como um tempo especial, voltamos a ser rodeados pela crise. “A crise não parece meramente passageira, antes gera abundantes e profundas perplexidades. Coletivamente, é como se as pessoas estivessem com a sensação de se ter enganado algures no caminho, se sentissem perdidas ou apenas arrastadas e andassem à procura de um novo rumo ou novos rumos. Esta crise é também sinal das limitações e do esgotamento da política-espetáculo. Como diz Adriano Moreira, andamos «necessitados de descobrir as causas das consequências que nos acontecem». Os princípios, as doutrinas, as ideologias estão de volta”. É uma boa notícia que nos é dada pelo Henrique Mota e pelo José Ribeiro e Castro, que vão iniciar um novo ciclo de conferências –  Política e Pensamento: a Voz dos Livros que “pretende ajudar a refletir sobre grandes livros que inspiraram o pensamento humano e político ou foram sinal forte de intervenção nos últimos anos, tentando lançar um novo olhar sobre os tempos que atravessamos e, porventura, encontrar explicações e inspiração. É um ciclo da política com ideias, um ciclo de debates para a política com ideias”.
·         A primeira deste ciclo de conferências tem como protagonista Pedro Lomba que apresentará o Compêndio da Doutrina Social da Igreja do Conselho Pontifício “Justiça e Paz”

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