Deus sabe

Miguel Alvim
Advogado
2012-01-17
Naquele tempo, Marta andava atarefada com muitos serviços.
Marta tinha uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés de Jesus, escutava a sua palavra.
À pergunta irritada de Marta (“ (...) não te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir?”), o Senhor respondeu-lhe:“Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.” (S. Lucas 10,38-42).
Também no Mar de Sargaços em que a Europa (e nela Portugal) se tem vindo a tornar, massa mole e flutuante, acrítica e desvitalizada, a melhor parte, a parte necessária (a parte que nunca nos será tirada!) é escutar a palavra de Deus.
E há muito a fazer.
Mas mais do que de mobilização e de activismos (por mais urgentes que sejam), ou antes, como condição absolutamente crucial do êxito da nossa vida de acção e intervenção, deve fazer-se contemplação, escuta, oração.
É o indispensável contexto vital permanente.
E sempre.
Nisto (e noutras coisas) andamos muito enganados.

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