A excepção nacional

Raquel Abecasis
RR on-line 16-01-2012

A excepção é a doença nacional que mais responsabilidade tem no nosso atraso e na nossa incapacidade de aplicar as reformas já há muito diagnosticadas.
Os candidatos a primeiro-ministro têm sempre ideias claras sobre o que é preciso fazer para acabar com o clientelismo e com os abusos no aparelho de Estado.
Quando chegam ao poder, aplicam as novas regras com rigor, salvo, claro está, algumas excepções que sempre se têm que impor ás regras gerais, porque casos especiais têm tratamentos especiais.
O país negoceia com a troika um memorando de entendimento que se compromete a cumprir para poder obter financiamento para o país, mas, pouco tempo depois, está a invocar as particularidades nacionais para pedir excepções à regra.
As grandes reformas de que o país precisa estão anunciadas e todos concordamos com elas: Banco de Portugal, autarquias e os mais diversos sectores da sociedade. È preciso é que sempre se tenha em atenção as excepções, que é como quem diz: o que é bom em regra não pode nem deve aplicar-se a todos.
Assim não vamos lá. Talvez estivesse na hora de pensarmos que a maior alavanca da nossa economia será deixarmos de ser um país de excepções e passarmos a ser um país excepcional.

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