quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Como se constrói uma "narrativa"

Na sequência do post de hoje de manhã, reparei nas notícias de hoje, sem grande preocupação de exaustão, para perceber como se constrói uma “narrativa” impermeável à realidade, uma “narrativa” que dependa apenas do ... capricho; esta conversa da treta permite... sobreviver publicamente num mundo que não consegue perceber ou que não quer perceber. A sua “narrativa” é indiferente a factos empíricos demonstráveis, rebatíveis ou confirmáveis por toda a gente; ele vive numa bolha “narrativa” que partilha com a sua tribo. [Henrique Raposo]

1. Com alguma habilidade, mas também com bastante desaforo e contando com a falta de memória dos leitores constrói-se uma ideia de que agora é que é:

Ao lado de Tiago Brandão Rodrigues, naquela que foi a sua antiga escola, António Costa aproveitou para parabenizar o ministro da Educação, “pelo grande sucesso da abertura tranquila e normal deste ano escolar. Não devia ser uma novidade, mas, infelizmente, os últimos anos tornaram a normalidade numa novidade”. E desejou “sorte” a toda a comunidade escolar.

2. Esta não tem habilidade nenhuma. É uma graçola de baixo nível:

O primeiro-ministro considera que Portugal "tem tido uma execução orçamental muito tranquila" e reafirmou que o défice ficará "confortavelmente abaixo dos 2,5%". "Quem anda à procura de encontrar o diabo mais vale dedicar-se à caça de pokémons", disse, em alusão às palavras do líder do PSD.
14 de Setembro de 2016
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