quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Constança

POVO 17.11.16

"Isto é o amor: uma maravilhosa injustiça."



Hoje, dia de Santa Isabel da Hungria, faz 25 anos que nasceu a Constança. E as razões para dar graças são muitas e variadas. Diz o pai: "(...)a sua vida no seio da nossa família, de que ela foi o centro nestes últimos doze anos, foi um dom de graça que Deus nos concedeu. (...) A Constança na sua total incapacidade tocou de forma única a vida de muita gente e despertou todos os que a conheceram para o mistério do Ser e, por isso, do amor." 



Mais tarde referiu-se a ela como instrumental para a sua conversãovivida como caminho, como "educação permanente": "A Leonor no céu e a Constança na terra deram-nos a conhecer o milagre da companhia. Demo-nos conta que o caminho que é a vida pode ser percorrido com mais verdade seguindo Quem de Si disse que era verdade, vida e caminho; e a maneira de o fazer é seguir aqueles que O seguem. A Igreja abriu-nos as suas portas de misericórdia e descobri uma forma mais luminosa de ver o que já conhecia: a inteligência da Fé ajuda a ver não apenas o comprimento, a largura e a altura, mas também, a quarta dimensão a que S. Paulo alude: a profundidade. Vi mudar em mim até a maneira como ensino os meus alunos."

A minha irmã Constança foi uma provocação para todos nós, é certo. Mas foi testemunhando o amor dos pais por ela, que vi ser possível uma desgraça ser vivida como GraçaE como isso foi importante para o nosso próprio caminho! Aconteceu-me também a mim, portanto, este 'milagre da companhia', de que fala o pai; de ter alguém a quem seguir que nos ensina a forma luminosa de ver. 

Quem, na minha adolescência, também me ensinou a ver assim a minha irmã, foi o padrinho da Constança. A maneira transparente com que ele reconhecia nela, Jesus vivo, desarmava-me, pois não percebia como podia gostar tanto dela, sem a proximidade diária que era só nossa. A santidade do Tio Diogo, está bem expressa neste facto.



Sabê-los aos três juntos no Céu, é uma maravilha! Uma 'injusta' maravilha!

Inês Aguiar Pinto Dias da Silva
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