sábado, 9 de abril de 2016

Os acordos impossíveis

Francisco Sarsfield Cabral RR online 08 Abr, 2016

Estamos em campanha eleitoral permanente. É pena, mas é assim. Em campanha eleitoral não há entendimentos entre adversários.
Seria desejável um acordo entre os principais partidos portugueses – PS e PSD, nomeadamente – sobre grandes questões de regime. O Presidente da República está empenhado nisso. Mas os obstáculos são enormes.
O PSD apresentou várias propostas para recapitalizar as empresas. Logo os aliados de extrema-esquerda do Governo, PCP e BE, reagiram com grande indignação. E assim condicionaram o Governo de António Costa...
Ou veja-se o caso da segurança social. No primeiro governo de Sócrates o ministro Vieira da Silva realizou uma reforma positiva nesta área. Só que passaram os anos e o envelhecimento da população portuguesa foi-se agravando, tornando necessária nova reforma. A qual seria certamente menos generosa nos seus benefícios do que a lei que hoje vigora, pois o dinheiro não é elástico. A reforma da segurança social seria impopular e por isso não figura no elenco das reformas a apresentar pelo Governo à Comissão Europeia.
Estamos em campanha eleitoral permanente. É pena, mas é assim. Em campanha eleitoral não há entendimentos entre adversários.
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