Não é a economia, estúpidos

Raquel Abecasis
RR online 23 jun, 2016

Os ingleses, como sempre na Europa, deram o passo inspirador.

O referendo Inglês prova que temos andado a viver de pernas para o ar. Desde a célebre proclamação de Bill Clinton “it´s the economy stupid”, tudo passou a girar em função disso até que a mais inteligente invenção do mundo ocidental - a União Europeia - entrou em crise, não por causa da crise económica, mas porque os europeus não comem economia, não dormem com a economia, não vestem economia e não servem economia nos campos de refugiados.
Se alguma coisa devemos aprender com os Ingleses que, não por acaso, são a mais antiga e “melhor” democracia do mundo, é que não há preço para a liberdade, nem uma civilização que custou sangue, suor e lágrimas durante séculos a construir se entrega de mão beijada em nome de uma qualquer recuperação económica.
Os ingleses, como sempre na Europa, deram o passo inspirador para que os europeus, seja qual for o resultado do referendo, pensem a sério no porquê de uma insatisfação generalizada com a União Europeia, que nos tem dado paz, prosperidade, desenvolvimento e acima de tudo um modo de vida que “ainda” é invejado em todo o mundo (haja em vista o fluxo de refugiados e emigrantes que apesar da forma como os tratamos ainda arriscam tudo para virem viver connosco).
Estava na hora de acordarmos para a vida e gritarmos: É a Europa estúpidos!
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