Cinco chagas de Cristo
Hoje celebra-se em Portugal a Festa das Cinco Chagas do Senhor, uma muito antiga devoção portuguesa cantada por Camões, nos Lusíadas
Vós, tenro e novo ramo florescente
De uma árvore de Cristo mais amada
Que nenhuma nascida no Ocidente,
Cesárea ou Cristianíssima chamada;
(Vede-o no vosso escudo, que presente
Vos amostra a vitória já passada,
Na qual vos deu por armas, e deixou
As que Ele para si na Cruz tomou)
Lusíadas, 1,7
Vós, tenro e novo ramo florescente
De uma árvore de Cristo mais amada
Que nenhuma nascida no Ocidente,
Cesárea ou Cristianíssima chamada;
(Vede-o no vosso escudo, que presente
Vos amostra a vitória já passada,
Na qual vos deu por armas, e deixou
As que Ele para si na Cruz tomou)
Lusíadas, 1,7
Nem a propósito, Pedro Lomba descobre nas raízes fundadoras do maior partido da coligação que nos governa, a influência da doutrina social da Igreja e o pensamento actual, sem que o assuma, tem coincidências com a “Centesimus annus”.
É tempo – é sempre tempo – de reconhecer que a crise que passamos é moral. E, precisamente, por isso, só se ultrapassa quando cada um de nós, sem timidez, trouxer à tona esta modalidade de comportamento (mores) que os nosso antepassados celebravam com tanta devoção que o colocaram – e ainda hoje permanece – na bandeira nacional: dar a vida!
Pedro Aguiar Pinto
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