sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Hélas...

Vasco Pulido Valente Público 22/01/2016

Para dar uma ajuda ao cidadão perplexo acerca dos candidatos, aqui vai uma pequena lista.

Depois de meses a ouvir falar as dez criaturas que se resolveram candidatar à Presidência da República continua a não haver uma campanha à Presidência da República, excepto aquela que os jornalistas se esforçaram por inventar. Na televisão dúzias de entrevistadores, comentadores e uns tantos políticos quase anónimos não se calam com a “táctica”, com o “posicionamento” e o “carácter” dos candidatos. Vivemos dois meses numa ilusão ou, se preferem, numa falsificação. E hoje continuamos a não saber nada sobre eles. Para dar uma ajuda ao cidadão perplexo aqui vai uma pequena lista:
Henrique Neto – Industrial da Marinha Grande. Escreveu um livro sobre a maneira infalível de salvar a Pátria, que não pára de exibir (fechado) a benefício do cidadão comum.
Sampaio da Nóvoa – É e não é o candidato da esquerda do PS. Repete, sem se rir, os mesmos lugares-comuns desde o princípio da campanha. Dado a voos líricos, lembra um baladeiro sem capa e sem guitarra.
Marisa Matias – Uma senhora excitável que grita, a propósito e a despropósito, contra a injustiça do mundo como se estivesse numa religião evangélica. Jura Pablo Iglésias que ela “avança” para o Céu.
Edgar Silva – Outro padre laico. Este recita com unção o catecismo do PC, com os maneirismos da Santa Madre Igreja.
Jorge Sequeira – Parece um vendedor de automóveis, que se enganou na porta e se recusa a sair.
Vitorino Silva (o Tino de Rans) – É o intermédio cómico; e não percebeu. A seguir ao colega Sequeira, o maior exibicionista do rancho.
Maria de Belém – É e não é a candidata da direita do PS. Obcecada por se fazer valer, chega constantemente ao patético, sem passar pelo grave.
Paulo de Morais – Quer varrer a corrupção da política portuguesa. Vamos conversar sobre isso em 3016.
Cândido Ferreira – Muito conhecido nos cafés de Leiria e da Nazaré, queria uma atenção proporcional à sua importância e dignidade. Como não a teve, amuou.
E falta alguém? Falta o Prof. Marcelo, que Portugal inteiro conhece e não é preciso descrever, hélas.
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