Debates e consensos

Raquel Abecasis RR online 05-08-2015

Na véspera das eleições de 4 de Outubro conseguiu-se o que normalmente é impossível em Portugal: mudou-se a lei e houve consenso para realizar debates imprescindíveis ao esclarecimento do eleitorado.
Depois de vários actos eleitorais sem debates, por causa das interpretações de uma lei de cobertura de campanhas que estava completamente obsoleta e que inviabilizava a qualquer meio de comunicação social cumprir todos os requisitos sem perder toda a sua clientela, na véspera das eleições de 4 de Outubro conseguiu-se o que normalmente é impossível em Portugal: mudou-se a lei e houve consenso para realizar debates imprescindíveis ao esclarecimento do eleitorado.
Talvez seja um bom presságio para o que aí vem. Afinal são possíveis entendimentos em benefício do país.
A Renascença orgulha-se de fazer parte desta história. No mês de Maio fez o desafio às nossas rádios concorrentes, para que nos juntássemos no desafio de trazer o debate à rádio. O desafio foi aceite de imediato e, desde então, Renascença, TSF e Antena 1 trabalharam em conjunto até agendarem para o dia 17 de Setembro a realização do último frente a frente entre os dois candidatos a primeiro-ministro: Pedro Passos Coelho e António Costa.
À semelhança do que fizeram as rádios, as televisões tomaram idêntica iniciativa ao perceberem que não era possível realizar um debate em cada estação. O entendimento foi possível entre concorrentes e entre candidatos e quem fica a ganhar são os portugueses que podem assim ter duas oportunidades de ponderar e escolher perante os argumentos dos que pedem o nosso voto.
Toda esta história prova que é possível fazer diferente e que a maturidade democrática também mora para estas bandas. É um bom início para uma campanha eleitoral que se espera diferente para melhor, porque é disso que Portugal e os portugueses precisam depois de terem atravessado a maior crise dos últimos 40 anos. Agora é tempo de virar a página.
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