Fica bem esta franqueza, fica bem

Uma casa portuguesa fica bem
pão e vinho sobre a mesa.
E se à porta humildemente bate alguém,
senta-se à mesa co'a gente.
Fica bem esta franqueza, fica bem,
que o povo nunca desmente.
Uma alegria da pobreza
está nesta grande riqueza
de dar e ficar contente.
(Reinaldo Ferreira)

Quando li a crónica de hoje do João César das Neves no Destak lembrei-me desta música da Amália que toda a gente conhece, porque também ela evoca a alegria das pessoas, gestos e coisas simples.
É claro que, num segundo momento, de tal modo o pensamento comum é dominante, pensei “Se calhar há gente que fica ofendida” porque se está a advogar uma “alegria da pobreza”, como que uma aspirina que distrai a “dor de cabeça” do pobre, ajudando-o a “conformar-se” e a “eternizar a sua situação. Se calhar neste grave momento de crise é até “ofensivo”.
Porém, é um facto testemunhável, esta experiência da alegria, do sentimento de “viver bem” dando a importância que merecem as coisas simples e permanentes e retirando a importância que não têm as coisas que se podem simplesmente comprar. Deste modo, a hierarquia de valores fica melhor restabelecida e o nosso coração, mais livre de se afeiçoar ao que realmente tem valor.
Pedro Aguiar Pinto

As irmãs salesianas agradecem ao Povo a companhia que muitos lhes fizeram na visita das relíquias de S. João Bosco a Portugal em Setembro passado
A propósito de hierarquia de valores, aqui ela foi reposta! Polémica na "Casa dos Segredos"
Sobre o enviesamento da comunicação social escrevem o director do Sol e o director do Expresso.
Insisto:

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