Ontem foi o dia da mãe
Ontem foi o dia da Mãe.
Não costumo ligar muita importância à data, desde que alguém a mudou, certamente por razões de laicidade, do dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, para o primeiro Domingo de Maio.
Pensando nisso, vejo que não faço bem.
Afinal, o dia do Pai, pelo menos em Portugal e até ver, permanece no dia de S. José, 19 de Março. O que faz com que aquele argumento mantenha uma homenagem ao pai e acabe com a homenagem à mãe. Por isso, era minha intenção, ontem, lembrar o dia da Mãe.
Porém, estive fora de casa, exactamente, em casa da minha mãe. Reparo agora que, sem estar previsto, a minha ida periódica a casa da mãe coincidiu com o dia da mãe, o que me fez voltar a pensar na justeza do dia da mãe. Acontece que, estando fora de casa, apenas com o meu portátil, dependo totalmente dele para enviar o Povo. Sábado à tarde, um erro ma estrutura dos ficheiros impediu-me de usar o computador no Domingo.
Uma contrariedade dirão. Sim, por um lado; hoje terei que ir tratar de "consertar" o portátil. Acho que já não perco muitos ficheiros porque "vivem" na cloud.
E, como todas as contrariedades, esta tem o seu lado bom. Ajuda-me a lembrar como o mundo era sem computadores. Descubro que ainda há livros em papel.
Do computador de secretária, usando ficheiros da cloud, recomeço o Povo interrompido ontem, lembrando as mães, todas as mães, nesta belíssima poesia de António Corrêa d'Oliveira Entretanto, o "jejum informático" não foi tão total assim: um grande amigo do Povo lembrou esta magnífica mensagem do papa Paulo VI Ás Mulheres no encerramento do Concílio Vaticano II, exactamente no dia da mãe de há 50 anos (8 de Dezembro de 1965).
Fica aqui a minha homenagem às mães da minha vida e a todas as mulheres
Pedro Aguiar Pinto
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