quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Esta dinâmica...

CARMO SOARES MENDES    11.10.16   

Esta dinâmica que padecemos em nós quando uma coisa destas acontece num dia normal de estudo e trabalho é no mínimo engraçada. Não digo isto para fugir às lágrimas que possam começar a lubrificar os olhos e de seguida, pela acção da gravidade, começam a chegar às margens de uma cara e daí voltam ao pó da terra. Digo-o pela pergunta, ou até mesmo perguntas, que começam a surgir de novo, como se fossem novas. Inconsciente quero-as sempre novas. Afinal de onde vimos? E no final das contas para onde vamos? E no meio? Que fazer no meio?


"Ah! É hoje que arrumo o quarto. Não, hoje finalmente vou escrever aquela música que tinha pensado, mas ainda não tinha tido tempo, mas como hoje aconteceu isto (emoção não vai faltar), nunca se sabe o dia de amanhã..."...humm... Não descansa...."é isso, vou ligar àquela pessoa.  Na verdade sempre quis... hoje parece propício..."...ainda não descansa...



Como não me desculpo por não o fazer antes, agora, neste mesmo agora, aparece como desculpa. A (des)culpa é uma coisa tramada... tão tramada que o único que a pode salvar e fazer qualquer coisa com ela morreu, e de morte de cruz. Ao menos que seja Dele, para Ele, por Ele, com Ele que viva esta constante (des)culpa. Na verdade, faço mal a alguém por viver assim? Isto aprendi observando o Papinto: faço mal a alguém por amar Jesus?
Mas a pergunta mantém-se...o que fazer no meio? Desculpar-me! "Desculpa lá música, ficas para outro dia, hoje tenho de estudar pois amanhã é dia de exame."



Obrigada Papinto!
Da sua aluna honorária,
Carmo
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