Fé, razão e universidade



No início do ano lectivo e estimulado por uma série de acontecimentos concomitantes dei comigo a ouvir esta conferência do Padre João Seabra em Abril passado na Universidade dos Açores. Nela, são referidas duas notáveis lições do Papa Bento XVI: A primeira que ele proferiu em Ratisbona faz hoje precisamente oito anos e que ficou conhecida pela polémica gerada em torno de um exemplo bizantino e a que ele não proferiu na Universidade de La Sapienza por tristes razões que muitos ainda se lembram.
Para quem faz na universidade a sua vida (professor, investigador, aluno, funcionário) é bom lembrar qual a missão da Universidade:
Com efeito, a universidade foi, e deve continuar sendo, a casa onde se busca a verdade própria da pessoa humana. Por isso, não é uma casualidade que tenha sido precisamente a Igreja quem promoveu a instituição universitária; é que a fé cristã nos fala de Cristo como o  Logos  por Quem tudo foi feito (cf. Jo 1, 3) e do ser humano criado à imagem e semelhança de Deus. Esta boa nova divisa uma racionalidade em toda a criação e contempla o homem como uma criatura que compartilha e pode chegar a reconhecer esta racionalidade. Deste modo, a universidade encarna um ideal que não deve ser desvirtuado por ideologias fechadas ao diálogo racional, nem por servilismos a um lógica utilitarista de simples mercado, que olha para o homem como mero consumidor  Encontro do Papa Bento XVI com jovens professores univeritários (2011)

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