Opinião da sociedade civil ouvida no Parlamento (RR 150409)

Educação Sexual

15-04-2009 2:13

Opinião da sociedade civil ouvida no Parlamento

A Educação Sexual nas escolas está longe de ser consensual e, numa altura em que já se discutem os pormenores dos diplomas aprovados no Parlamento, a sociedade civil foi à Assembleia da República dar as suas sugestões.

Mais de 40 cidadãos, alguns vindos até do Minho, intervieram esta terça-feira numa audição pública com os deputados.
Artur Guimarães, encarregado de educação, defende que cabe exclusivamente aos pais educar os filhos.
Para Isabel Pedro, da Federação Portuguesa Pela Vida, o principal problema é tornar a Educação Sexual obrigatória e defende que cada família possa escolher o que quer para os seus filhos.
Lúcia Saraiva, advogada, presente na audição enquanto mãe, teme que a Educação Sexual obrigatória desresponsabilize a família na educação das crianças.
Um antigo deputado do PSD, António Pinheiro Torres, falando enquanto pai, levanta outras questões como esta: “então e o que se vai ensinar sobre a homossexualidade? É um comportamento como os outros ou não?”.
“Uns terão uma opinião, outros terão outra e o direito de ensiná-la aos seus filhos”, argumenta.
Palavra aos mais jovens, que também os houve a participar nesta audição. Inês Santos, da associação Vida Universitária, pergunta onde está a liberdade individual.
Gonçalo Castro foi um dos dois únicos estudantes do ensino secundário a pedir a palavra, numa plateia cheia de gente que já é pai e mãe.
Gonçalo começou por agradecer à escola ser um espaço onde se pode falar de sexualidade, no entanto, para este estudante, Educação Sexual “sim”, mas opcional e apenas a partir do 9º ano.
Recorde-se que os projectos-lei do PS e do PCP, já provados na generalidade, prevêem a Educação Sexual nas escolas desde o ensino básico.
Jorge Baptista, professor, pede responsabilidade aos encarregados de educação e respeito pela escola.
No final desta audição pública, palavra aos diferentes partidos com assento na Comissão Parlamentar de Educação. O Bloco de Esquerda defende que a liberdade passa por fornecer a melhor informação disponível, o CDS-PP considera que a família deve poder escolher se o seu filho tem ou não aulas de educação sexual, PS e PCP comprometem-se a melhorar os diplomas já provados e o PSD mostra-se disponível para ajudar.

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