Democracia

DESTAK | 08 | 07 | 2013
Luisa Castel-Branco

O Presidente da República e o primeiro-ministro foram aplaudidos de pé, quando entraram separadamente no Mosteiro dos Jerónimos para assistir à primeira missa do Patriarca de Lisboa, Manuel Clemente. Paulo Portas não foi aplaudido nem os outros membros do Governo. Sendo assim, é normal questionarmo-nos se todos os presentes seriam filiados no PSD, ou que outra razão houve para tal atitude.
Mas a comunicação social achou sem importância o assunto e os inúmeros comentadores também. Em contrapartida, vinte pessoas em frente ao hotel onde o PSD e o CDS estavam reunidos, a exercerem o seu direito ao berro, levam todas as televisões ao local para fazerem as mesmas perguntas de sempre e ouvirmos as mesmas respostas de sempre: «Não pagamos», etc., etc. Portugal deve ser o único país europeu onde não é possível ler um jornal, assistir a um noticiário ou sequer ouvir um comentário em que alguém apoie seja que atitude for do governo. Quem chegar aqui acredita que todos pensam da mesma forma. Mas a verdade é outra. Existe uma censura transformada no politicamente correto. Se não for para criticar não tem direito a falar.
Só não se percebe, perante tantos inteligentes, como é possível o PS ainda não ter apresentado uma única vez uma sondagem com uma projectada maioria nas próximas eleições. Pois. Eles querem mas não conseguem, mesmo não deixando ninguém mais ter opinião. Afinal a democracia está mesmo interrompida, pelo menos no que diz respeito à liberdade de expressão!

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