A libertação

Público 2011-04-25 Miguel Esteves Cardoso

Se não fosse o 25 de Abril este jornal não existiria e as primeiras dez palavras desta crónica não poderiam ser publicadas. Tal como o Pesach, que lembra a fuga dos judeus da escravidão do Egipto, o 25 de Abril significa a liberdade. De escolher, mal ou bem.
Todos os dias, excepto ao sábado, recebo um mail do Chabad.org que me dá a Daily Dose, umas palavras inspiradoras que o Rabbi Tzvi Freeman condensa da obra sábia sabedoria do Rabbi Menachem Mendel Schneerson, o Lubavitcher Rebbe. Cito, para bem de cada um, atendendo a Freud e ao 25 de Abril, o recado antigo que recebi sexta-feira passada:
"Em cada um de nós há um Egipto e um Faraó e um Moisés e uma Liberdade numa Terra Prometida. E, a cada momento no tempo, há uma oportunidade para outro Êxodo.
"O Egipto é um lugar que te prende a quem tu és, impedindo-te de cresceres e de mudares. E o Faraó é aquela voz dentro de ti que goza com a tua vontade de fugir, dizendo-te: "Como podes tentar ser hoje uma coisa que não eras ontem? Não estás bem tal como estás? Não sabes quem és?"
"Moisés é o libertador, a força infinita no fundo de nós, que tem a obsessão impetuosa de se livrar de qualquer submissão, de transcender sempre, de se se ligar àquilo que não tem limites.
"Mas a Liberdade e a Terra Prometida não são elementos estáticos que ficam ali à espera. São conquistas tuas, que podes criar a qualquer momento, em qualquer coisa que fizeres, só por te livrares de quem eras na véspera."
Nem menos.

Comentários

Belíssimo texto! 'Brigado pela partilha!
Anónimo disse…
Faço minhas as palavras do "orador" antecedente. Belíssimo texto!

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