O MOMENTO COMOVENTE EM QUE UM PILOTO DA GERMANWINGS ASSEGURA OS SEUS PASSAGEIROS QUE OS LEVARÁ A CASA.

Lifestyle, mamamia, 2015.03.28
Stephanie Dickson

Numa altura em que somos abalados pela dor e devastação que o seres humanos podem causar, somos também ocasionalmente recordados que há pessoas que são capazes de belos actos de compaixão e simpatia
Na semana passada, Andreas Lubitz, co-piloto do voo 9525 da Germanwings, atirou premeditadamente o Airbus 320 contra os Alpes Franceses. Alterou deliberadamente o plano de voo, descendo num dos lados da montanha. O embate matou todos as 150 pessoas que iam a bordo.
No dia seguinte, a passageira Britta Englisch estava compreensivelmente emocionada. Ela, como muitos outros, sentiu-se nervosa com a perspectiva de embarcar num avião da Germanwings apenas um dia depois de 150 pessoas terem morrido.
Mas um piloto especial fez com que a sua experiência não fosse de medo ou apreensão. Foi algo de muito diferente. Algo de maravilhoso. E ela partilhou-no no Facebook:
Ontem de manhã, às 8:40, entrei num voo da Germanwings de Hamburgo para Colónia numa confusão de sentimentos. 
Porém, o comandante não só deu as boas vindas a cada passageiro individualmente como também fez um pequeno discurso antes de levantar. Não falou do cockpit - estava de pé no corredor central da cabina. Falou do modo como o acidente o tinha perturbado a ele e a toda a tripulação. Falou da incomodidade de todos os tripulantes, mas fez questão de sublinhar que todos estavam ali voluntariamente. Falou também da sua família e das famílias dos tripulantes e que ele iria fazer tudo para estar com a sua família de regresso à noite.
O silêncio era completo. e, de súbito, toda a gente aplaudiu. Fui agradecer ao piloto.
Ele compreendera o que toda a gente estava a pensar e tinha conseguido dar, pelo menos a mim, um sentimento de conforto para este voo.
Um homem que tinha tido a sua companhia, a sua reputação como piloto sem dúvida abaladas por uma tragédia tão horrível, gastou o seu tempo para fazer com que os outros se sentissem mais à vontade. Deixou que toda a gente naquele avião soubesse que eram não apenas passageiros sem rosto, mas pessoas. Fê-las sentir-se seguras.
Um gesto tão simples mas tão maravilhoso.

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