Autoconsciência nacional

Conversava ontem com um colega desapontado com o rumo que as coisas tomam e que considerava seriamente a possibilidade de procurar outro sítio onde fazer a sua vida profissional e familiar.

Retorqui que, ás vezes, este ambiente de adversidade é bom para identificar, tomar consciência do sentido do que somos e do que fazemos quer individual quer colectivamente.

É desta falta de rumo – identificada com falta de fé – que nos fala Miguel Alvim.

Num tom diferente mas identificando manias que desperdiçam recursos, em Esta rotunda pátria, Alberto Gonçalves contabiliza os milhares de rotundas semeados por esse Portugal fora.

Finalmente, encontrei este notável artigo de Henrique Raposo que denuncia um facto que toda a gente conhece, mas sobre o qual desce um silêncio cúmplice: Portugal tem “um horário de trabalho que é o do solteirão inveterado….gravidez, licença de parto e filho são três figuras que não rimam com este quotidiano”.

Esta tomada de consciência faz sentido se cada um de nós contribuir para que no seu “metro quadrado” as coisas comecem a mudar. Desse modo, a esperança, isto é, a certeza de um futuro com sentido, será concretizada.

 

Vem a propósito o

II Congresso da Federação Portuguesa pela Vida. 6.ª feira, 16 de Março, 14:30, Lisboa, cujo tema é exactamente “Defender o futuro”

 

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