Bandeirada
Correio da manhã, 2012-10-07
Hastear a bandeira ao contrário é grave? Não. Grave é hasteá-la ao contrário, ver o erro e não emendar o gesto de imediato. De preferência, com o edil lisboeta e o Presidente da República a darem o corpo ao manifesto.
Nada disto sucedeu. Pelo contrário: fontes ouvidas por este colunista garantem que o desfile militar foi feito com a bandeira às avessas. Será possível? E, já agora, por onde andavam os responsáveis da Casa Militar de Belém durante toda esta pilhéria?
Perguntas inúteis. A ideia com que se fica é que era preciso despachar a coisa com os discursos nulos da praxe; e depois fugir pelas portas laterais, não fosse ‘o melhor povo do mundo’ fazer aos políticos o que estes fizeram à bandeira: pendurá-los de pernas para o ar.
A cerimónia do 5 de Outubro pode ter sido a última. Mas, em decadência e balbúrdia, ela só perde para a primeira. Razão tinha o outro: o que começa como tragédia acaba como farsa
Hastear a bandeira ao contrário é grave? Não. Grave é hasteá-la ao contrário, ver o erro e não emendar o gesto de imediato. De preferência, com o edil lisboeta e o Presidente da República a darem o corpo ao manifesto.
Nada disto sucedeu. Pelo contrário: fontes ouvidas por este colunista garantem que o desfile militar foi feito com a bandeira às avessas. Será possível? E, já agora, por onde andavam os responsáveis da Casa Militar de Belém durante toda esta pilhéria?
Perguntas inúteis. A ideia com que se fica é que era preciso despachar a coisa com os discursos nulos da praxe; e depois fugir pelas portas laterais, não fosse ‘o melhor povo do mundo’ fazer aos políticos o que estes fizeram à bandeira: pendurá-los de pernas para o ar.
A cerimónia do 5 de Outubro pode ter sido a última. Mas, em decadência e balbúrdia, ela só perde para a primeira. Razão tinha o outro: o que começa como tragédia acaba como farsa
Comentários