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Dinheiro de sangue - trailer

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No centenário da lei da separação

Pedro Picoito RR on-line 17-04-2011 Na próxima 4ª-feira, 20 de Abril, comemoramos o centenário de uma das maiores guerras culturais da I República: a Lei da Separação entre a Igreja e o Estado. Símbolo histórico da laicidade em Portugal, a lei cometeu o erro, no entanto, de transformar a laicidade em questão religiosa, na expressão de Fernando Rosas. Ou seja, a Lei da Separação entre a Igreja e o Estado foi, em muitos aspectos, uma lei de submissão da Igreja ao Estado. O fim das suas duas centenas de artigos, actualização do eterno programa do Estado moderno descrito por Tocqueville de esvaziar as instituições intermédias entre o poder central e os indivíduos, era destituir a Igreja de personalidade jurídica, convertendo-a em mera associação de direito privado. Em consequência, todos os bens das dioceses e das paróquias foram nacionalizados, uma vez que a Igreja não podia ser proprietária. (Convém lembrar que os bens das ordens religiosas já tinham sido nacionalizados em 8 de Outubro ...

Caro FMI, corte nos feriados, sff

Henrique Raposo ( www.expresso.pt ) 8:33  Quarta feira, 20 de abril de 2011 I . O Governo decidiu conceder tolerância de ponto aos funcionários públicos na tarde de quinta. Quando ouvi isto pela primeira vez, pensei que era piadinha. O país está na bancarrota, a UE e o FMI estão ali no Terreiro do Paço, o país tem um crónico problema de produtividade, logo, o governo nunca poderia fazer uma coisa destas. Mas fez. Eu já sabia que o populismo de Sócrates é um poço sem fundo, mas confesso que não estava à espera desta. Isto não é sério. Isto revela uma atitude pouca séria da parte do governo e da parte dos funcionários que aceitarem esta tolerância de ponto. É por isso que digo o seguinte: estou certo que os funcionários públicos sérios vão ficar a trabalhar na tarde de quinta. II . Eu não tenho vergonha pelo pedido de bancarrota (tenho vergonha pelo primeiro-ministro que nos conduziu à bancarrota, mas isso é outra conversa). Toda a gente já conheceu bancarrotas, e vivere...

Crise

20 | 04 | 2011   20.13H João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt O que mais custa nesta terrível crise é a suprema injustiça. Pessoas inocentes são despedidas, prejudicadas, espezinhadas, agredidas, e os verdadeiros responsáveis não só ficam incólumes, mas ainda se atrevem a protestar e dar-se como vítimas. Parece que todos aqueles que se diziam líderes e tanto prometeram agora não são culpados, impondo aos pobres as cargas que eles criaram. Somos governados por crianças. Além da injustiça, sente-se a impotência. Não há nada que possamos fazer contra a tempestade que aí vem. A crise embrulha-nos como enxurrada impiedosa e imparável, ao sabor dos credores internacionais. Sentimo-nos como gado levado para o matadouro, ovelhas mudas ante aqueles que nos tosquiam. É precisamente nesta altura que o calendário nos traz a Páscoa, que nos mostra isto mesmo, num grau muito superior. Milhares de milhões de pessoas em todo o mundo vão celebrar o mistério da suprema injustiça, da ...

O fim da ascendência ocidental?

Público, 2011-04-18  João Carlos Espada O mais importante factor, diz Ferguson, é que o Ocidente não esqueça as seis condições que fizeram o seu sucesso C ivilization: The West and the Rest é o título do mais recente livro de Niall Ferguson, que serve também de base a uma série do Channel Four . As 355 páginas de texto (excluindo notas e bibliografia) lêem-se de um fôlego, embora proporcionem matéria para mais longa reflexão. A pergunta de partida de Ferguson reside em saber por que razão, por volta do ano 1500, algumas pequenas comunidades políticas no extremo ocidental do continente euro-asiático iniciaram um percurso que as levaria a dominar o resto do mundo, incluindo as mais populosas e, em muitos aspectos, mais sofisticadas sociedades da euro-ásia oriental, designadamente a China. A resposta de Ferguson desenvolve-se em torno de seis conjuntos de instituições, bem como das ideias e comportamentos a elas associados, que distinguiram o Ocidente do resto do mundo. Em pri...

6.º aniversário da eleição do papa Bento XVI

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    19 de Abril de 2005

República e separação

DN 2011-04-18 JOÃO CÉSAR DAS NEVES No próximo dia 20 fará cem anos a Lei de Separação do Estado e das Igrejas, peça central na questão religiosa da Primeira República. A "Intangível" foi decisiva, porque "para um grande número de militantes, o republicanismo português, esvaziado do seu anticatolicismo, não tinha qualquer sentido" (Moura 26). Começamos a entender o que então aconteceu. Múltiplos estudos históricos recentes resultaram em três visões de síntese: A Guerra Religiosa na Primeira República, de Maria Lúcia de Brito Moura (2004, 2.ª ed. CEHR 2010), O Estado e a Igreja em Portugal no Início do Século XX, de João Seabra (Principia 2009), e A Separação do Estado e da Igreja, de Luís Salgado de Matos (D. Quixote 2010). As duas primeiras obras completam-se, narrando história semelhante de perspectivas diferentes. Resultando ambas de doutoramentos, podemos considerá-las a visão das escolas de Coimbra e Roma respectivamente. A terceira, mais desafiadora, tenta um...