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(Des)Culpa Ateia

Maria João Marques Observador 20160727 Sem surpresa, o atentado de Rouen causou uma reação pavloviana da nossa esquerda jacobina. Até o primeiro-ministro entendeu não reagir mesmo depois de o ISIS reivindicar a bela ação durante uma missa Que semana atroz. A degolação de um padre católico ontem em França introduziu na Europa aquilo que tem sido uma característica do extremismo islâmicos nos últimos tempos: perseguir os cristãos. Um dos primeiros raptos do ISIS, ainda grupelho desconhecido, foi de um padre jesuíta. Ora, sem surpresa, ontem o atentado de Rouen causou uma reação pavloviana da nossa esquerda jacobina. Ou falta de reação, em alguns casos, e igualmente sintomática. Por exemplo o primeiro-ministro, que não reagiu mesmo depois de o ISIS reivindicar a bela ação durante uma missa. Um ataque direto à religião maioritária dos seus governados não lhe mereceu comentário oficial. Nem no twitter, onde se embaraça com frequência a propósito de demasiados assuntos: durante a ...

Padre Jacques Hamel martirizado em França

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Igreja e nação

Leonídio Paulo Ferreira DN 20160727 O padre Kordula falou-me do "altar de 11 metros visível a dois quilómetros para a última missa onde estarão dois milhões de pessoas"; o governador Pilch, da região da Malopolska, garantiu-me que "a Polónia é segura e hospitaleira"; a família Wolski mostrou-me o jardim onde ia montar tendas para acolher 300 peregrinos; o cardeal Dziwisz reivindicou com orgulho que em Cracóvia "chega a não haver lugar dentro das igrejas aos domingos"; o brasileiro Huguenin, que coordena as redes sociais da Jornada Mundial da Juventude, confessou-se deslumbrado com "os coros belíssimos" que acompanham as missas; e o bispo Ryz disse-me esperar que a vinda do Papa relembre os polacos da "tradição de tolerância jaguelónica, uma das nossas grandes dinastias". Estive há pouco tempo na Polónia em reportagem e pude testemunhar o entusiasmo com a visita de Francisco e a força do catolicismo. Trata-se de um grande moment...

Já vimos este filme. E não acabou bem

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José Manuel Fernandes Observador 25/7/2016 De repente o "optimista irritante" passou a pessimista envergonhado. O que não deveria surpreender quem conhece os alçapões que se podem esconder por trás do discurso da "execução orçamental exemplar" Parece que o primeiro-ministro está a descer da estratosfera – mas só em privado, claro, falando para os seus à porta fechada. Aí o “ optimista  irritante ” transforma-se num  pessimista desconcertante e envergonhado . Seria caso para dizer que mais valia tarde do que nunca, mas a verdade é que quando a esmola é grande o pobre desconfia – e nós já não temos nenhuma razão para confiar em António Costa, apenas para desconfiar do que estará a tramar para se safar na próxima curva da estrada. Não é necessário ser um céptico militante, como é o meu caso quando escuto certas “narrativas” políticas, para já estar cansado com a repetição obsessiva,  ad nauseam , de que tudo está a correr bem com a execução orçamen...

Tempos difíceis

POVO  26.07.16  Maus tempos, tempos difíceis - é o que as pessoas costumam dizer; mas vivamos bem e os tempos serão bons. Nós somos os tempos. Tal como somos, assim serão os tempos St. Agostinho de Hipona

O narcisismo de Ronaldo, a “cobardia” de Santos

Enrique Pinto-Coelho Observador 24 Julho 2016 A dependência de Ronaldo tem inconvenientes e virtudes. No fim, é o capitão que ganha - e um comentador de sucesso não é necessariamente bom treinador. A análise de Enrique Pinto-Coelho. A estas alturas do campeonato, já quase ninguém se lembra – e, na verdade, pouco importa, porque entretanto Portugal foi, é e será, durante os próximos quatro anos, campeão da Europa. Mas o Euro 2016 começou mal para a seleção, em particular para Cristiano Ronaldo. Depois do empate contra a modesta Islândia, quando ainda ninguém suspeitava (nem sequer os islandeses) que ia ser uma das revelações do torneio, o tablóide alemão Bild acusou o craque português de ser “o vaidoso mais arrogante do mundo” e de um pecado supostamente maior: recusar-se a trocar de camisola com Gunnarsson, capitão do pequeno país insular e herói instantâneo de todos os que, com mais ou menos frequência e agressividade, adoram criticar CR. Um vídeo demonstra que Ronaldo tinh...

«Felizes as famílias que têm os avós perto»

SNPC, 20160726 Saber renovar-se, aceitar mudar o próprio coração e, consequentemente, o próprio estilo de vida em nome da novidade que carrega a esperança: não é um desafio fácil para a experiência humana aquela com que se depararam os “avós” de Jesus, pais de Maria, os santos Joaquim e Ana. Dois anciãos, segundo a tradição, que receberam o dom da filha como uma graça capaz de trazer um novo sentido a toda a existência. Nos Evangelhos canónicos não se fala destes dois santos, cujas vicissitudes surgem, todavia, nos textos apócrifos. No Oriente o seu culto chegou primeiro, enquanto no Ocidente só se difunde em torno do séc. X, embora já haja referências em séculos anteriores, embora circunscritas. Para a Igreja, Joaquim e Ana são as testemunhas do antigo que se abre ao novo e por isso representam o chamamento de cada ser humano a colocar-se à escuta da voz de Deus, sempre prontos, mesmo em idade avançada, a colhê-la na própria vida. Artistas de todos os tempos retrataram Ana qu...