Maria José Nogueira Pinto DN 20090910 É nosso hábito, sempre que há eleições, querer reinventar o País, começar do zero, fazer tábua rasa de experiências acumuladas, estudos, relatórios, livros brancos que jazem nos arquivos dos ministérios. Isto é possível porque não existe informação disponível, tratada, sistematizada, porque as políticas não são avaliadas, porque não sabemos os resultados de quase nada. Assim, de legislatura em legislatura, damo-nos ao luxo de discutir as questões despidas de qualquer memória, num jeito de diatribe sem obrigação de fundamentar ou exemplificar o que se afirma tão peremptoriamente. Para Francisco Louçã, o SNS é um símbolo e não um instrumento ao serviço da saúde e do bem-estar dos portugueses. Assim, visto como uma bandeira, uma arma de arremesso político, não estranha que seja indiferente ao BE o modo como o SNS funciona, as respostas que efectivamente dá, a qualidade dos serviços que presta, a sua produtividade ou a sua eficiência. Desde que...