Fatal como o destino
PÚBLICO, 18.06.2009, Helena Matos Era fatal como o destino que no Largo do Rato havia de se apresentar uma nova estratégia de imagem 1.De animal feroz a humano simpático quiçá bonacheirão? Não me cabe dar conselhos a José Sócrates e repito que espero que rapidamente deixe de ser líder do PS e primeiro-ministro de Portugal, mas como a tolice é sempre um espectáculo constrangedor a que temos obrigação moral de poupar os nossos semelhantes, sempre acrescento que esta inflexão súbita da imagem oficial do primeiro-ministro é mais do que meio caminho andado para não chegar onde quer. Pois o que transparece da última reunião da comissão política do PS, mais uma vez, é a opção pelas técnicas do marketing em detrimento da política. Talvez José Sócrates seja apenas um rapaz da província, deslumbrado com o poder. Ora isso nada tem de errado e em boa verdade é isso que somos nós, os portugueses: provincianos, com medo de parecer mal e um bocadinho fingidores de nós mesmos, coisa umas vezes p...