"Pórtico do Mistério da Segunda Virtude"

José Maria Duque
(Charles Péguy)
É um atrevimento escrever sobre este livro. É um livro de tal maneira grande que é preciso muitos anos de estudo para lhe fazer uma crítica ou um comentário. Contudo arrisco-me a fazê-lo. Não porque confie muito nas minhas capacidades de crítico literário ou porque possua grandes conhecimentos sobre Péguy, mas simplesmente porque me tocou profundamente. Por isso este post não tem por fim ser uma crítica ou um ensaio sobre o livro, mas simplesmente um simples testemunho.
 
"Para esperar, ó minha filha, é preciso ser bem feliz, é preciso ter obtido, recebido uma grande graça"

Esta é sem dúvida a frase mais importante do livro para mim.

Desde de pequeno que me venderam a esperança como uma utopia sobre um futuro melhor, sem nenhuma razão aparente. Mas se a vida corre mal, porque raio é que há de correr melhor? Porque é que amanhã deverá ser diferente de hoje? Uma esperança assim é uma fuga para frente, é uma forma de não enfrentar os problemas do presente. Uma esperança assim não é razoável, não tem razão de ser.

Contudo, segundo ensinam Péguy e a Igreja, a esperança não nasce de um mera utopia sobre o futuro, mas de uma alegria presente. Eu tenho Esperança porque encontrei Cristo e esse encontro tem em sim uma promessa de algo ainda maior. A minha Esperança não nasce de um sonho, mas de uma promessa de Eternidade nascida de um encontro feito hoje.

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