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Ideologia e ensino técnico

Francisco Sarsfield Cabral RR online 29 Mar, 2016 Em 1975, o ministro Rui Grácio acabou com os cursos técnicos ministrados nas escolas comerciais e industriais, argumentando que reforçavam a “dualidade dominante-dominado”. Cedo se percebeu que esta decisão ideológica prejudicava toda a gente.  O secretário de Estado da Educação, João Costa, quer extinguir os cursos vocacionais para o ensino básico, frequentados por 25 mil alunos. O governante acusa estes cursos, criados há quatro anos, de serem uma forma de “segregação precoce” entre os alunos que seguirão para o ensino superior e os que ficam por uma formação técnica. Em 1975, o ministro Rui Grácio acabou com os cursos técnicos ministrados nas escolas comerciais e industriais, argumentando que reforçavam a “dualidade dominante-dominado”. Cedo se percebeu que esta decisão ideológica prejudicava toda a gente, desde os alunos sem aptidões nem vontade para prosseguirem os estudos até às empresas que necessitavam de operários e...

Quero continuar a ser filha dos meus pais

Laurinda Alves Observador 29/3/2016 Os filhos que cuidam dos pais por amor são verdadeiros salva-vidas. Salvam da solidão, da exclusão, do abandono, do esquecimento, da indigência moral e emocional em que vivem muitos velhos. A partir dos quarenta e muitos, cinquenta e poucos, todos começamos a sentir que os papéis se invertem nas famílias e caímos na conta de que mais ano, menos ano, seremos convocados a cuidar dos nossos pais. Confrontados com doenças crónicas, ou chamados de emergência depois de acidentes cardiovasculares cerebrais, quedas e até atropelamentos provocados por distração, falta de audição ou visão, damos connosco atordoados e aflitos, sem saber o que pensar. Pior, sem sabermos o que fazer. Como agir, a quem recorrer, como ajudar? O ‘como’ é a grande questão que atravessa as nossas vidas. Saber como, é, porventura, mais importante do que saber o quê e porquê. Muitas vezes nem chegamos a perceber os ‘porquês’ do que nos acontece, mas nunca poderemos evitar os ...

Islamofascismo

Paulo de Almeida Sande   Observador 29/3/2016, 13:21 Como nos guetos de Hitler, nunca o mal foi tão banal. É pois o sistema que devemos visar, sem deixar de perseguir e condenar os perpetradores, homens ditos humanos que desistiram de pensar. Por cinco rupias, as crianças de Lahore, no Punjab, quase todas oriundas do miserável bairro cristão de Youhanabad, puderam brincar no parque de Gulshan-e-Iqbal, a pouco mais de 15 km, com as suas diversões de feira e barracas de comes e bebes. Seria um domingo de Páscoa inesquecível para os miúdos, acompanhados ou não das mães. A bomba repleta de pregos e fragmentos de metal, detonada por um suicida de 28 anos, matou para sempre a diversão e os sonhos de dezenas de crianças, entre as mais de 71 vítimas mortais, o dobro dos atentados de Bruxelas da semana passada. O crime foi reivindicado por um grupo talibã criado há 2 anos, designado Jammat-ul-Ahrar, dissidente do já extremista movimento Deobandi, escola islâmica do n...

O pensamento mágico está de volta?

Manuel Villaverde Cabral Observador, 2016.03.29 Temo que a campanha de afectos posta a circular pelo novo PR não surta muito mais efeito do que o pensamento mágico atribuído aos “primitivos”, como se vê nos rituais afectivos a propósito da banca... Já um dos fundadores da antropologia, James Frazer, era dado a crer num «pensamento mágico» próprio dos «primitivos». Lévi-Strauss escreveu mesmo um clássico intitulado O pensamento selvagem (1962). Mais recentemente, o filósofo Jacques Bouveresse viu-se porém na necessidade de recordar que, sendo certo que os «primitivos» rufavam tambores com o aparente objectivo de fazer chover, a verdade é que nunca deixaram de lançar as sementes à terra antes disso, enquanto os seus sucessores foram substituindo os rituais da chuva por canais de irrigação… Por outras palavras, temo que a campanha de afectos posta a circular pelo novo PR não surta muito mais efeito do que o pensamento mágico atribuído aos «primitivos». A prova reside nos rituai...

Aborto legalizado causa genocídio de crianças com síndrome de Down na Espanha

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Blog da vida , 2016.03.28 Pesquisadora revela que sugerir a morte do bebê em gestação é comportamento comum de médicos que diagnosticam a síndrome Na semana passada, em 21 de março, celebrou-se o Dia Mundial da Síndrome de Down. Por ocasião da data, a pesquisadora espanhola Teresa Vargas divulgou o resultado das centenas de entrevistas que realizou para sua tese doutoral, que trata da sistemática eliminação de crianças com a síndrome por meio do aborto. De acordo com o periódico espanhol Actuall foram ouvidas 352 mães de portadores da trissomia no cromossomo 21. Segundo a pesquisadora, a maioria das entrevistadas relatou a falta de habilidade – ou mesmo de sensibilidade – dos médicos em dar a notícia de que seus filhos eram portadores da síndrome. “Poucas horas antes de meu filho nascer, uma enfermeira me perguntou como eu pude deixar que ele nascesse, com todos os avanços que temos hoje em dia”, teria dito uma das mães. “Na sala de parto me criticaram por eu não ter feito a a...

Frase do dia

A fé é a força que te empurra para começar; a esperança a virtude que te motiva a continuar e o amor é o sentimento que leva até ao fim Madre Angélica (1923-2016) _________

Testemunho da Irmã Rio à Irmã Adriana sobre as Irmãs da Caridade executadas em Áden

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AIS  2016.03.24 Palavras da Irmã Río à Irmã Adriana, MC - Meio dia de Sexta-feira, 4 de Março de 2016. As irmãs participaram na Missa e tomaram o pequeno almoço como habitualmente, assim como o Padre permaneceu na capela para fazer as orações e arrumar tudo. Às 8h da manhã - as cinco irmãs rezaram o Credo e saíram para o lar. Às 8h30 - membros do ISIS vestidos de azul chegaram e mataram o guarda e o motorista. Cinco jovens etíopes (cristãos) começaram a correr para dizer às irmãs que o ISIS tinha vindo para as matar. Foram assassinados um por um. Ataram-nos a uma árvore, dispararam contra as suas cabeças e esmagaram-nas. As irmãs correram, duas a duas, em diferentes direcções porque tinham homens e mulheres no lar. Quatro das mulheres gritaram: "Não matem as irmãs! Não matem as irmãs!" Uma delas era a cozinheira há mais de quinze anos. Também as mataram. Prenderam primeiro a Irmã Judith e a Irmã Reginette, ataram-nas, dispararam cont...