Mensagens

A verdade é o que fica

Imagem
José Luís Nunes Martins | ionline | 2014.03.29 Com mentira, somos apenas um vazio, uma carência que quando chega aos outros nada leva nas mãos que escondem e vão escondidas. Só se ama a verdade. Só pode amar a mentira quem a julga verdadeira. A mentira não é coisa nenhuma. É o vazio da verdade e de mim. Devemos tratar cada ser humano como uma obra única, que se faz em cada dia. É fundamental estarmos atentos ao que se vai construindo, de forma subtil e constante... é um erro comum acharmos que conhecemos bem o outro, apenas porque um dia ele nos disse quem era... toda a gente muda. Muitos para melhor, para muito melhor... pobre de quem julga que alguém que errou não pode emendar-se e chegar a ser bom. Outros mudam para pior, sem grandes porquês ou para quês. Tornam-se ruínas do que são, escombros do que podiam ser... e, embora mantendo a mesma aparência, são agora apenas o que resta de uma obra que se abateu ou foi demolida pela forças do tempo. É muito importante q...

A cigarra, a formiga e a matemática

Imagem
Inês Teotónio Pereira | ionline | 2014.03.28 Eu, tal como a formiga, prefiro ter todo o trabalho agora, do que deixar o meu futuro nas mãos da segurança social Partindo do princípio realista de que são os meus filhos que me vão sustentar na velhice e não a Segurança Social, penso muitas vezes naquilo que eles vão ser quando forem grandes. O facto de ter seis filhos também tem a ver com isso, confesso. Seis filhos, ao contrário do que as pessoas pensam não é uma opção totalmente altruísta, corajosa, etc. Estão a ver a história da formiguinha e da cigarra? Ora, a formiguinha sou eu; a cigarra são todos aqueles que já foram à neve este ano, que gastam o subsídio de férias nas férias e não em material escolar, que têm a casa sempre arrumada, que dormem a noite toda sem interrupções de choros de bebé, que quando entram num centro comercial para comprar uns sapatos saem de lá com uns sapatos novos e não com roupa nova para as crianças e que guiam carros de cinco luga...

Direito à liberdade de educação?

FERNANDO ADÃO DA FONSECA Público, 29/03/2014 A prova dos nove de qualquer sistema de ensino reside na resposta que dá a uma criança de uma família com poucos ou nenhuns recursos económicos e culturais. O direito à liberdade de educação pertence ao património cultural e político de todos os que são a favor da liberdade. Diz o artigo 26.º da Declaração Universal dos Direitos do Homem: "Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos." Diz o n.º 3 do artigo 14.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia: "São respeitados (...) o direito dos pais de assegurarem a educação e o ensino dos filhos de acordo com as suas convicções religiosas, filosóficas e pedagógicas." Diz o artigo 43.º da Constituição da República Portuguesa: "É garantida a liberdade de aprender e ensinar." "O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políti...

Ricos são os outros

MIGUEL ESTEVES CARDOSO Público, 29/03/2014 A perversão mais espectacular da nossa vida económica é o facto de não ser preciso ser pobre para imaginar que os outros são ricos. Todos, ricos ou pobres, imaginam que os outros são ricos. Em Portugal não há falta de dinheiro que não resulte na sensação de que o dinheiro que falta sobra para quem já tem dinheiro de mais. "Os ricos que paguem a crise" é um refluxo ácido da esquerda que também afecta a digestão da direita empobrecida. A raiz está na ideia exculpatória que até há pedintes que são ricos. Invocando a lógica lorpa que "nunca se sabe quanto dinheiro as pessoas têm" chega-se à conclusão que é provável que tenham mais do que nós. Joseph Epstein escreveu em 2003 que "dos sete pecados mortais só a inveja não dá prazer nenhum" (Gugle "The Green-Eyed Monster" ). Diz-se que a doença portuguesa é a inveja. Mas os portugueses gostam de algum prazer e daí que a nossa doença seja mais a desconf...

Não é dos fracos que a Europa precisa agora

FRANCISCO ASSIS Público, 29/03/2014 - 01:40 As nossas sociedades tornaram-se perigosamente imaturas. Ou arrepiamos caminho, ou tornar-nos-emos presas fáceis do populismo e da demagogia. O último fim-de-semana ficou marcado pela ocorrência de dois acontecimentos relevantes no espaço político europeu: a morte de Adolfo Suárez em Espanha e o expressivo resultado eleitoral obtido pela extrema-direita na primeira volta das autárquicas francesas. Tudo os separa no plano simbólico. Suárez partiu convocando, na hora do seu desaparecimento físico, a memória dos anos fundadores da democracia espanhola; a Frente Nacional cresce no contexto de um ambiente social e político cada vez mais alheado da importância de um conjunto de valores cívicos imprescindíveis à perpetuação de um regime democrático. O homem que, proveniente do franquismo, liderou com talento a transição para o novo regime é hoje melancolicamente lembrado justamente pela fidelidade a essas virtudes cívicas, tão bem teorizadas...

529

Pe. Gonçalo Portocarrero de Alamada 2014.03.29 ionline No passado dia 24 de Março, um tribunal egípcio condenou à morte 529 membros da Irmandade Muçulmana, dando por provado o seu envolvimento em manifestações, no Verão passado, de que resultou a morte de um polícia. A sentença à pena capital foi declarada na terceira audiência e sem que os advogados dos réus tivessem sido, sequer, ouvidos. Portugal foi, praticamente, o primeiro país da Europa a abolir a pena de morte. O inédito acontecimento provocou uma entusiasta reacção de Vítor Hugo: " Está pois a pena de morte abolida nesse nobre Portugal, pequeno povo que tem uma grande história. (...) Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! (…) A liberdade é uma cidade imensa da qual todos somos concidadãos ". Ninguém ignora as atrocidades cometidas pelos apoiantes da Irmandade Muçulmana, nomeadamente contra os cristãos, ...

Nos EUA dizer "apoio o casamento tradicional" pode valer despedimento

27-03-2014 6:17 RR online   Filipe d'Avillez, no Michigan, Estados Unidos Liberdade religiosa ameaçada nos Estados Unidos? É uma advogada norte-americana que o garante. Com a legalização do casamento homossexual em cada vez mais estados americanos, surgem vários focos de confronto entre a liberdade religiosa e discriminação por orientação sexual. Uma advogada de sucesso, que trabalha numa multinacional, chega ao auditório de um centro paroquial universitário para falar sobre as ameaças à liberdade religiosa. Confrontada por um jornalista, aceita falar, mas apenas sob anonimato. Teme perder o emprego, como já aconteceu a conhecidos. Estamos no Michigan, Estados Unidos, a pátria da liberdade religiosa, mas onde muitos crentes começam a sentir que essa conquista está a definhar. "Sei de casos de pessoas que foram despedidas de empresas privadas simplesmente por dizer coisas do género 'Eu apoio o casamento tradicional'", explica a advogada à Renascença ...