Um homem é um homem. Um gato é um bicho

Raquel Abecasis RR 12 Mai, 2016

Contra a indiferença com que se põe e dispõe da vida no nosso país, realizam-se esta sexta e este sábado o congresso e a marcha em defesa da vida.

“A vida humana é inviolável” é um princípio constitucional que, tal como os outros, devia estar acima de qualquer discussão ideológica ou política.
Infelizmente, por cá, há os princípios constitucionais sagrados e os que não são e o princípio da inviolabilidade da vida humana cabe na categoria dos que podem ser relativizados. Tudo evidentemente pelos melhores motivos, em casos de extrema necessidade ou mesmo de compaixão.
Acontece que, quando se cede no essencial, tudo passa a ser possível. Foi o que aconteceu no aborto, que começou por ser uma solução de último recurso para casos excepcionais e dramáticos e hoje é uma auto-estrada para o livre arbítrio da mulher grávida.
Também agora no caso da eutanásia a questão é colocada de forma doce e suave, para aliviar situações de sofrimento insuportável. Dentro de pouco tempo veremos que tipo de situações são essas: depressões? Solidão? Doença crónica e incurável? Velhice? A opção é sua, pode escolher uma ou mais opções.
Contra a indiferença com que se põe e dispõe da vida no nosso país, realizam-se esta sexta e este sábado o congresso e a marcha em defesa da vida. Se tem amor à vida, mesmo que não goste dos protagonistas, deve participar. Quem sabe um dia não será este movimento que o pode ajudar a salvar a sua vida ou a dos que lhe são próximos.
Se está com dúvidas, pense que houve quase cem mil pessoas que nas últimas eleições foram votar para humanizar os animais. Não queira fazer parte dos milhões que ajudam a desumanizar os humanos.
Afinal de contas um homem é um homem e um gato ainda é um bicho.
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