No princípio era o logos e o logos é Deus

POVO 12.11.15 
A grandeza e a beleza das criaturas, conduzem, por analogia, à contemplação do seu Autor
Sb 13, 5
(da liturgia de ontem)
A leitura do livro da Sabedoria da missa de ontem centra-se na possibilidade da razão humana chegar, por si só, ao conhecimento do Criador. Isto só é possível porque "no princípio era o logos, e o logos é Deus" como nos recordou o Papa Bento XVI no famoso discurso de Regensburg a que vale sempre a pena voltar…
Os horrendos atentados da noite de ontem, hoje reivindicados pelo Estado Islâmico em nome de Deus (Allahu Akbar) são a maior das contradições. Deus é o logos, isto é a razão, a razão suprema e, por isso, é contrário à sua natureza, tudo o que seja contrário à razão.
Conforta-me ler a mensagem do Papa ao Arcebispo de Paris, conforta-me poder dispor do instrumento que é a oração como instrumento eficaz de compaixão.
Naturalmente, a dimensão noticiosa dos atentados de Paris, fez calar a multidão de notícias nacionais sobre o compasso de espera dos últimos dias.
Fazendo um exercício da razão e procurando vencer a sempre presente reacção imediata das preferências pessoais, recomendo a reflexão sobre o tempo (este tempo) que nos propõe Raquel Abecasis.
Ouço a líder do BE a condenar os atentados. Procuro a sua frase que apela à solidariedade contra o ódio. De caminho descubro no Esquerda.net a memória da ocupação do Seminário de Almada a 13 de Novembro de 1974. Estas contradições dificultam a possibilidade de verdadeiros acordos que sustentem um próximo Governo. Isto não torna a vida fácil ao potencial futuro ministro das Finanças que se depara perante a enorme tarefa de Agradar ao mesmo tempo à CGTP e ao Financial Times.
A história é um instrumento de compreensão do presente. Dois exemplos:
Não é fácil olhar para o futuro próximo com esperança quer no palco nacional, face à confusão política quer no palco europeu e mundial, face ao clima de guerra imposto plea violência terrorista.
Regresso à liturgia (do dia de hoje):
Toda a criação, obedecendo às vossas ordens, tomava novas formas segundo a sua natureza, para guardar sãos e salvos os vossos filhos.
Sb 19,6
É um privilégio reconhecer a mão de Deus na realidade em que vivemos
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